terça-feira, 17 de julho de 2012

MHCMC e Greenpeace juntos pelo desmatamento zero

Desde pequena eu admiro o Greenpeace. Nas minhas fantasias da adolescência eu sempre me imaginava uma super ativista salvando baleias e barrando construções de usinas nucleares. Nunca cheguei lá. No entanto, me orgulho de que uma das primeiras matérias que eu publiquei no jornal Folha de S. Paulo, em 1999, foi sobre uma brasileira que fazia parte da tripulação do barco Rainbow Warrior do Greenpeace, intitulada “A guerreira do arco-íris”.

E se como ativista eu nunca peguei no pesado, ao menos eu tenho a consciência de que toda e qualquer ação minha nesse planeta tem um impacto e cabe a mim escolher. Por isso, sou e sempre serei uma ativista de coração.   

Na minha singela opinião, nenhum ser humano em sã consciência é capaz de ser conivente, ou de não se indignar com o que estão fazendo com nossas florestas. Com o conhecimento que se tem hoje, nem mais uma árvore deveria ser cortada e ponto. No entanto, não há o que o dinheiro não compre ou não seja capaz de pagar, infelizmente. Até a renomada revista Veja se coloca a mercê dos lobistas (afinal quem é que paga as contas?) e só esse ano publicou uma série de matérias caqueticas em favor da construção da Belo Monte e dos agrotóxicos, por exemplo. 

Já o novo Código Florestal simplesmente liberou tudo, pode cortar e plantar feijão, milho e soja transgênica que ninguém vai se incomodar. Afinal, o Brasil é o celeiro do mundo, como apregoa a ignorância ruralista. A questão dos transgênicos é grave e a opinião pública não tem noção dos fatos. A ganância faz o homem contaminar a próprio alimento e toda a cadeia alimentar (em breve vou escrever uma boa história sobre o assunto, está na incubadora).

Tem que haver um breque para tudo isso. Segundo as organizações americanas Defenders of Wildlife e National Wildlife Federation, o ritmo em que espécies de animais e plantas estão sendo extintos é chocante. “Por hora uma espécie de animal ou vegetal é extinta” (DW).  Não precisa ser gênio para se ligar que nós, com tanta inteligência e tecnologia, já entramos na fila.  

Nossas crianças não vieram a esse mundo para terem problemas respiratórios, diabetes, problemas de estômago, uma infecção atrás da outra, câncer, obesidade, apatia, falta de energia ou excesso dela. Muitas são incapazes de correr dois quarteirões, não sabem subir em uma árvore ou nunca fizeram uma trilha na mata. A vida consiste, no final do dia escolar, onde se aprende muita coisa inútil, a colocar um pijaminha do Ben 10 e vislumbrar a tela da TV ou do computador. Essa é uma geração que está sendo dopada com antibióticos, xaropes, remédios neurológicos e o diabo a quatro. Por que será que existe uma farmácia em cada esquina?

Não, não. A vida é curta demais e deve ser vivida. Toda essa ladainha de desenvolvimento econômico só tolhe e coloca redeas nas pessoas e no verdadeiro significado de vida. Desenvolvimento esse que destrói, polui e mata. Tudo isso para vender milho transgênico, debulhado no pratinho de isopor, servido com a colher plástica e acompanhado de um inocente refri, com dois canudos, por favor.
Gente, está na hora de acordar, abrir bem os olhos e o coração. Está todo mundo vagando por ai a mercê de qualquer publicidade que vai te vender mais alguma tranqueira na ilusão da felicidade. Experimente agir, se informar e mudar de verdade. Garanto que a satisfação vai ser imensa.

Desde que comecei a escrever esse blog, há 8 meses atrás eu não tinha noção que me tornaria uma espécie de cyberativista, quem sabe não é meu sonho se tornando realidade no conforto da minha cadeira. Na verdade não sou tão sossegada assim não, existe muita ação no meu mundinho, só queria muito encontrar mais gente nessa mesma onda por ai...

ASSINEM A PETIÇÃO ABAIXO:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

FVM: Pitanga e pet: Lembrancinha sustentável

Algumas semanas atrás, comemoramos o aniversário de 3 anos do meu filho em um buffet infantil tradicional. O que significa muitos refrigerantes, utensílios descartáveis, balas e chicletes cheios de corantes e no final da festa uma das opções obvias de lembrancinha que a gente não sabe mais onde enfiar: garrafinha de água, brinquedinhos sortidos que quebram no minuto seguinte ou, para ser curta e grossa, qualquer tranqueira que se encontra numa loja de 1,99.
Pois bem, isso tudo para mim era inaceitável, se não faz parte da minha vida, não faria parte do aniversário do meu filho. Então tratei de alugar os talheres, pratinhos de cerâmica e copos de aço inox para as crianças para serem servidos os sucos naturais de maracujá e uva orgânicos. Dispensei os saquinhos com balas e chicletes e passei a noite assando cookies de aveia e chocolate chips também feitos com ingredientes orgânicos, que foram o maior sucesso (esqueci de fotografar, ups). E fiz questão de retribuir a presença de todos os seus amiguinhos da escolinha com algo que eu considero ter valor inestimável: uma árvore.
Pedi para o buffet me doar algumas garrafas de refrigerante, ironicamente elas não ficaram fora da festa, e as reutilizei como vasinhos para as mudinhas de pitanga que pipocaram em praticamente em todos os vasos do meu quintal. Nesse último verão consumimos pitanga como nunca. Descobrimos algumas árvores em uma praça perto de casa e regularmente íamos lá nos abastecer. As sementes eram jogadas aleatoriamente nos vasos e quando menos esperávamos tínhamos mais de 160 mudinhas. Temos mudas de mangueira, abacateiro, lichia, laranjeira, jabuticabeira tudo resultado de sementes que foram despretensiosamente colocados na terra de outros vasos e brotaram. Adoro.  Quero muito ter uma chácara para plantar todas essas árvores e saber que elas foram meus bebês... Está na minha listinha de sonhos.
Para completar a lembrancinha fiz um bilhetinho de agradecimento que tinha todas as informações sobre a pitangueira, uma árvore nativa da nossa Mata Atlântica, e cuidados para cultivá-la. Se cada amiguinho fizer sua mudinha vingar, o que não é difícil, em menos de 3 anos, quando eles próprios tiverem apenas 6 anos, teremos 20 árvores a mais nesse mundo, produzindo pitangas docinhas, cheias de vitamina C e cálcio. Bingo. Impossível existir lembrança melhor nesse mundo.





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sábado, 2 de junho de 2012

Dive: Do lixo para o prato, um novo estilo de vida de americanos descolados. (vídeo)

Todos os anos são jogados no lixo mais de 43 bilhões de quilos de comida, só nos Estados Unidos. E no mundo 850 milhões de pessoas passam fome. "Dumpsters Divers" é um movimento de pessoas que se recusam a fazer parte desse sistema de desperdício em prol do lucro. Eles literalmente caçam comida jogada nas caçambas (lixo) dos supermercados em busca da próxima refeição. Na verdade, muitos conseguem abastecer a dispensa por um mês inteiro. Essas pessoas vêm dos backgrouds mais variados, que não se atiram no lixo por necessidade, mas por ideal.  
O trailler abaixo é de "Dive" (2009), um documentário que retrata esse estilo de vida e foi premiado em mais de 21 festivais de cinema ao redor do mundo. Vale pena assistir. Sem legendas.


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quinta-feira, 17 de maio de 2012

SOS: Diga não a extração de petróleo

Em novembro de 2011 eu escrevi um post intitulado "SOS litoral brasileiro, uma mãe pede atenção", sobre o vazamento de óleo no litoral carioca causado pela extração da Chevron.  Depois disso outros aconteceram em menor escala. E hoje mais um, dessa vez sob a bandeira da Petrobrás, está acontecendo na bacia da Jubarte no litoral do Espírito Santo, a quarta maior bacia de óleo no Brasil. Ninguém sabe ao certo a extensão dos estragos e quando vai ser controlado. A marinha brasileira está fazendo a investigação. Entretanto, é óbvio é que essa insanidade deve parar, e agora.
O homem não tem o direito de alterar e sugar a crosta terrestre dessa maneira e causar tantos estragos ambientais. E  não precisa ser nenhum geólogo para prever os terremotos que se seguiram. Não dá para extrair o óleo que amortece as placas tectônicas e tudo ficar na mesma. E pra que mesmo? Mais uma embalagem plástica, um chicletinho de menta, produzir cremes sem finalidade, combustível pro carrinho da senhora que não agüenta andar dois quarteirões...
É uma vergonha depositar todas as fichas do desenvolvimento do Brasil no petróleo. Vamos é acabar no breu e doentes. Sabe quais são os países mais poluídos do mundo? Sim, são os que extraem petróleo lá no oriente médio.
A energia solar e a eólica estão ai a disposição de todos e não é nada cara não como adoram apregoar o lobby do petróleo. Caro é o extrago que essa indústria causa. Eles detem os meios e não querem perder as rédeas da situação. Quando todo mundo se ligar que ter placas solares é super simples e até caseiro e do sol ninguém é dono, os donos do mundo vão perder o chão. Já tem gente colocando isso a prova e só dar um google em "solar energy" e você vai ver muita gente que já saiu desse sistema arcaico que nos amarra e emburrece.
Os brasileiros deveriam parar de ficar com os braços cruzados e ir a luta. E aqui estão algumas imagens de protesto contra a extração de petróleo ao redor do mundo. Que sirva de inspiração. 
Protestantes se reunem contra a extração de petróleo no Ártico

Protestantes na Nova Zelândia
Manifestantes contra a BP em Chicago. A BP foi responsável pelo o gigantesco derramento de petróleo
no Golfo do México em 2009,que causou um desastre ambiental incalculável.
Ainda hoje  milhares de pessoas sofrem com problemas de saúde e com 
 perda de negócios como pesca e turismo em decorrência do vazamento.
Nessa ocasião, mais de 10 mil pessoas se reuniram no litoral da Flórida para protestar contra a extração do petróleo.
"Hands Across the Sand"



Manifestantes em frente as Nações Unidas

Protesto no Mar Báltico

Manifestantes no Rio de Janeiro. Pelo menos temos trêss pessoas fazendo alguma coisa... proteste.

"Somos parte da Terra e, do mesmo modo, ela é parte de nós. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra (...) O homem não teceu a rede da vida, ele é só um dos seus fios. Aquilo que ele fizer à rede da vida, ele o faz a si próprio. Tudo está ligado." Chefe Seattle, índio norte-americano, 1854

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SOS litoral brasileiro, uma mãe pede atenção
MHCMC x Claudia e Fatos que devemos saber sobre o mundo hoje
SOS: Quero respirar...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

FVM: Bloquinhos de papel reutilizado

Aqui em casa é assim, todo papel tem que ser utilizado ao máximo. Impressão sempre dos dois lados. Desenhos item, qualquer mãe sabe como esses bichinhos gostam de rabiscar, pintar e desenhar. Os trabalhos escolares que vem para casa também voltam ao uso, já que se eu vou ter que guardar um papel rabiscado por um menino de dois anos, que seja em sua totalidade. Reutilizo papéis de presente, acho que nunca comprei uma embalagem de presente na vida. E faço meus filhos reutilizarem os cadernos escolares não terminados no ano seguinte. Não sou pão dura não. Acho justo e prático. Também não tenho vergonha nenhuma, até sou convencida, tenho orgulho de mim mesma. Ah, também recuso o recibo de cartão de crédito e débito, meus extratos são todos online, nada de enviarem papel extra para minha casa. E adoraria se parassem de mandar as contas também.  Pra mim vale mais uma árvore em pé do que papel voando pelos ares ou indo para o lixo.
Comigo não dá para ser diferente. A quantidade de árvores que se corta em pró de uma indústria é estarrecedor. São necessárias 500 mil árvores para produzir o New York Times de um único domingo, ainda bem que cada vez mais estamos lendo as notícias online.  Já no quesito livros, acho que vou demorar a aderir a um “tablet”, aquela luz na cara quando se quer sossego não dá. É por isso que eu amo uma biblioteca. E meus livros têm que rodar, nada de ficarem empoeirados na estante. E se vejo um livro interessante na casa de alguém, não tenho receio nenhum em pedir emprestado, obviamente faço questão de devolver impecável. Também curto um sebo.
Sabemos que não são só essas indústrias que devoram as árvores, é só olhar em uma papelaria para se dar conta da quantidade de coisinhas que inventam: bloquinhos, caderninhos, agendinhas, tudo tão fofinho que se torna quase que irresistíveis. Mais uma vez eu faço questão de resistir, apesar de também curtir coisas bonitinhas. É por isso que vira e mexe eu faço meus próprios bloquinhos de anotação que carrego na bolsa, deixo do lado do telefone e afins. Pego tudo quando que é papel sobrando, de desenhos sem muito valor sentimental a panfletos de rua que jogam na minha porta, tudo vira bloquinho. E aqui está uma fornada de alguns para vocês. Você só precisa de um pouco de criatividade e 10 minutinhos. O meio ambiente agradece.
E por favor, faça questão de comprar papel reciclado e certificar-se de que ele é produzido com madeira de reflorestamento.
Detalhe: nenhuma revista é reciclada. Ainda não se recicla o papel “glossy” dessas publicações que tanto adoramos.  







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sexta-feira, 4 de maio de 2012

10 corporações que dominam nossas vidas












Quem diria que o dinheiro que você gasta com uma blusinha da Stella McCartney, um hidratante Kiehl´s e o leite Ninho vão parar na mesma conta, a da Nestlé.

Click na imagem acima para ver a versão grande desse mapa. Vale à pena analisar, refletir e chegar as suas próprias conclusões. Eu já cheguei as minhas...

- Mapa publicado no blog francês Convergence Alimentaire e reproduzida no site de notícias americano Huffington Post, os dois eu recomendo. 

- O mapa não reflete novas aquisições ou vendas feitas por essas empresas quase que mensalmente. Vale ressaltar que a Kraft, por exemplo, por muitos anos pertenceu a fabricante de cigarros Phillip Morris. E que a Johnson & Johnson anda de braços dados com a farmacêutica Merck.

- Corporações como essas não pensam na qualidade do produto final como o objetivo, é tudo tão impessoal. O que importa são as ações na bolsa de valores.

- O pior de tudo é que essas empresas são totalmente dependentes da indústria do petróleo, do milho e da soja (transgênicos e controlados pela Monsanto), que são as três principais matérias-primas de tudo que se vê no mapa. Consumimos um grande laboratório químico.

 - Fiquei triste de saber que a Body Shop, uma rede de produtos de beleza inglesa, que tem uma história super bacana, criada ativista Anita Roddick, também tenha acabado nas mãos da Nestlé, acho que ela não ficaria nada feliz - rest in peace.

-Há uns dez anos atrás, em um dutty free do JFK em NY, uma vendedora me disse enquanto eu olhava os batons da Clinique, "check out the L´Oréal ones, they are the same, they are the same company" ("Veja os batons da L´Oréal, eles são os mesmos, eles são da mesma empresa"). Aquilo me marcou. Para mim produtos Clinique e produtos L´Oréal tinham imagens totalmente diferentes. Nesse mapa, a Clinique ficou de fora, será que foi vendida para outro ou eles esqueceram mesmo?   

- Para muitos brasileiros esse mapa não é tão estarrecedor assim porque é o raios-X do supermercado americano. Mas infelizmente os nossos estão indo para o mesmo caminho. Outro dia vi uma senhora comprar seis saquinhos de purê de batata em pó, morri de pena e tristeza.

- Compre produtos produzidos localmente. Compre produtos que demonstrem integridade na sua origem, no seu feitio e preparo.

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