quinta-feira, 15 de março de 2012

Patimaria: Moda sustentável

Já disse que adoro descobrir designers e artistas originais. O que me empolga é a criatividade, as idéias, o que os levou até ali. É como ver uma grande obra de arte em um museu, você não precisa necessariamente levar pra casa, mas aquilo fica com você. Faz a alma sorrir.
Descobrir a Patimaria foi assim, uma deliciosa gargalhada. Ela literalmente reformulou o vintage. Corta dali, costura daqui, adiciona um detalhe acolá, uni peça um com peça dois, tinge, estampa e reinventa. Assim são feitas as suas coleções temáticas, como Menina (o) do Dedo Verde, Palavras de Raul, Catch a Fire, Mulheres de 68, Ares de Frida e a mais nova Dee Dee Forever, em homenagem ao lendário integrante dos Ramones.
O melhor de tudo é que suas coleções são o perfeito exemplo de que é possível criar uma moda bacana e sustentável. No mundo Patimaria, roupas do fundo do baú se transformam em peças únicas e prá lá de modernas. E não é todo dia que a gente encontra calças de alfaiataria e vestidos super bem cortados por ai. Se você adora exclusividade, vale à pena dar uma passadinha na loja virtual Patimaria    
Aqui um pouquinho do ateliê:
fotos: JM
Patimaria por Patimaria:
“Quando nasci minha mãe costurava e fazia roupas pra nós e para minhas bonecas. Eu só ajudava. Quando cresci comecei a fazer bolsas pra mim. Nunca nem tinha passado pela minha cabeça trabalhar com moda. 
Fui fazer faculdade de geologia e quando terminei, entrei no curso de Corte e Costura do SESI com o intuito de fazer as minhas próprias roupas e arrumar as roupas que eu comprava em brechó, onde eu achava roupas diferentes e baratas.  Durante o curso recebia elogios da professora e de minhas colegas. Percebi que era pra isso que eu tinha nascido e era disso que eu queria viver. Comecei a fazer bolsas e saias com retalhos comprados de fábricas. Fazia uma peça diferente da outra apenas usando bordados e aplicações em crochê. Em 2005, entrei no curso de Moda e Estilo no SENAC de Piracicaba, para onde acabei me mudando, e aprimorei o meu trabalho.
Quando terminei, a sala da minha casa tinha virado um ateliê que ganhou o nome de Patimaria. Dos retalhos de fábrica passei a usar roupas de brechó, a fazer coleções temáticas e a usar estampas silkadas com desenhos exclusivos.”
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