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terça-feira, 3 de abril de 2012

Como se come pelo mundo

Seu eu tivesse um escola, essas imagens dos fotógrafos Peter Menzel e Faith D`Aluisio, seria o que eu colocaria na parede no hall de entrada. Eles visitaram diversas cidades ao redor do mundo registrando famílias locais, o que elas comem em uma semana e quanto gastam em dólares para sua alimentação em 7 dias. Em um piscar de olhos se tem uma aula de antropologia, sociologia, psicologia, economia, nutrição e jornalismo, todos juntos. O perfeito raio-x de uma sociedade. O perfeito exemplo do poder da imagem. E por esse motivo que essa série foi uma das coisas mais interessantes com as quais eu me deparei na internet essa última semana.

O que eu aprendi:
- Ser simples é muito mais saudável.
- O refrigerante é o primeiro alimento de laboratório que invade todas as culturas graças às arquirrivais Coca-cola e Pepsi.
- As indústrias criadas para processar e empacotar o alimentos resume o capitalismo. Sim, é verdade, gera-se mais empregos. Mas destrói-se aquilo que nos dá o alimento, a terra. Para ser ter a conveniência do alimento picado e empacotado nas prateleiras do supermercado. E por isso pagamos muito mais por ele.
- Esse alimento processado já não nutre mais, ele enche a barriga. Não morremos mais de fome, mas de doenças derivadas desse processo: câncer, problemas endócrinos, respiratórios, doenças degenerativas, obesidade, stress.
- A imagem da família Americana é a mais assustadora, o único alimento não processado são as uvas, que com certeza veio empacotada em uma bela caixa de plástico. Se o mundo todo se alimentasse como os americanos, o planeta não duraria mais 30 anos.
- Nos países do primeiro mundo paga-se mais por causa das embalagens, de 15% a 50% do custo dos produtos, que entopem os lixos, os rios e os mares.
- Já no lado oposto, a dieta do Butão me parece tão frugal e completa. Vocês sabiam que o Butão é considerado um dos países mais felizes do mundo? Como se vê, dinheiro nem sempre compra felicidade.  
- A maior riqueza que um homem pode ter é acesso a terra, a plantar e a colher. Ar, água e alimento íntegro.

Dieta rica, completa e super saudável. A produção de lixo inorgânico é mínima.
  
Você sabia que o Butão é considerado um dos países mais felizes do mundo?
Não na lista da Forbes, que mede felicidade = acúmulo de bens materiais,
mas nas análises onde felicidade = prazer na existência.
Dieta frugal e saudável. Nada de embalagens desnecessárias.

A alimentação é cara no principado de Luxemburgo. Como na maioria dos países europeus
existe um equilíbrio entre produtos industrializados e in natura

A dieta é de subsistência a base de grãos. Sim, eles poderiam ter mais se a grande maioria da
população não vivesse em campos de refugiados. O país e palco constante de conflitos étnicos e religiosos. 
Ex-colônia francesa, é um dos países mais pobres e corruptos do mundo.
O mais incrível é que tudo isso não tirou a dignidade e a beleza dessa família.

Morar em um país de gelo não deve ser nada fácil e frutas e verduras frescas deve valer ouro. A cultura dos
processados deve ser muito bem vinda em um país quase impossível de se plantar.
No entanto, é interessante perceber que a tradição da caça e da pesca se mantêm viva.  

Alimentação rica e super saudável. Tudo de melhor que uma família pode almejar.
Mas olha o refri enfiadinho ali no canto.

É interessante perceber como consumo de vinhos ou cerveja faz parte da cultura européia.
 A água é um problema, por ser escassa e cara.

Infelizmente o berço da cultura de conveniência hoje sofre por seus excessos.
Cerca de 80% da população americana toma algum tipo de remédio diariamente, incluindo as crianças.
 Todas as doenças citadas na introdução fazem parte do cotidiano.
 Seria ingenuidade não fazer a relação: você é aquilo que você come.
Felizmente, existe a reação a tudo isso e cresce cada vez mais o movimento do consumo de orgânicos.

Sempre ouvi dizer que no México se consome refrigerante como água. Essa imagem é prova disso.
 De resto, os mexicanos se alimentam muito bem.

Mais uma vez o equilíbrio europeu entre processados e in natura. O custo de vida é alto.

Assim como todos os países africanos, o Mali vive as incertezas de uma ex-colônia super explorada.
Apesar de certa estabilidade política nos últimos anos, é um país muito pobre.
 A população é em sua maioria rural, mas vive a mercê dos grandes latifúndios.
Exporta algodão, milho, árvores e ouro. A base da alimentação são os grãos.  
 
Bem ao estilo europeu, os processados complementam a dieta de alimentos in natura.
Vale ressaltar que iogurtes, queijos, carnes e condimentos são os principais itens
 da lista dos alimentos industrializados.  

Como em todos os países do primeiro mundo, muitas embalagens e muitos processados. 
Os vegetais e as frutas são bem vindos nessa dieta.
O consumo massificado de carne só é possível devido a forte indústria pecuária. Você sabia que 2/3 do 
que se planta no mundo é para alimentar esses animais. 

Os canadenses, assim como seus vizinhos americanos, consomem muitos processados. Essa família
até que tem um pouco do bom senso de consumir uma certa dose de alimentos in natura. 

Os indianos são mestres em tratar os males do corpo com os alimentos, o que é uma dádiva.
Dieta rica e vegetariana.
O único desregulador de tanta perfeição é o refri lá no fundo.
Imagine se a população indiana com mais de 1 bilhão de pessoas consumisse como os americanos?
Já teríamos ido para o beleléu com um mar de lixo sem fim.  

Acho muito legal o fato dos italianos estarem no centro do mundo,
mas mesmo assim manterem tradições milenares como a da horta familiar.
 O que é uma grande escola para as crianças e a  garantia de comida saudável na mesa.

Essa imagem me faz sorrir junto. Que família linda e que alimentação rica.
Infelizmente a existência de estilos de vida como esse estão sempre a mercê de
grandes mineradoras e ladifúndios agropecuários. E governos que 
acreditam que os arcos do McDonalds e consumir coca-cola são sinais de progresso não ajudam muito. 


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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Doce perigo: o que contém um pirulito

Não quero estragar a ressaca de ninguém, afinal me parece que o Halloween se incorporou de vez na vida das crianças brasileiras (quero dizer: crianças que estudam em escolas particulares e fazem curso de inglês). E os saquinhos de balas e chicletes ainda estão espalhados pela casa.
Eu sei que a questão está longe de ser um problema só do Halloween. Nossas crianças são bombardeadas com bala, pirulito e chiclete diariamente. A gente entra em qualquer estabelecimento comercial e lá vem alguém fazer um agrado e entrega na mão do seu filho o quinto pirulito do dia. E se você não deixa comer, começa a choradeira e ai sim, você vira mãe chata. Eu sei que a idéia é para entreter as crianças e mostrar simpatia, mas falta um pouquinho de informação ai.
Afinal qual é o mal dos “candies” (vamos manter o clima de Halloween). O açúcar você já sabe, alias é a única coisa que dentistas, médicos e a mídia alertam na hora de difamar essas pequenas guloseimas, elas engordam e dão cárie. Mas porque ninguém fala dos corantes e aromas artificiais entre outros aditivos pouco conhecidas? Substâncias químicas que causam problemas neurológicos como retardamento mental e síndrome do déficit de atenção, causam diabetes, problemas da tireóide e até  mesmo câncer.

Será porque isso destruiria uma indústria milionária, calcada na idéia de que vale tudo para atrair os pequenos consumidores agrupados na categoria “kids”. Até mesmo pintar a comida que eles ingerem com VERMELHO 40 e AZUL CREPÚSCULO. Afinal, as crianças adoram coisas bem coloridas. E se alguém questiona, mas isso não faz mal? Essa mesma indústria te aponta para testes, que eles mesmos fizeram, mostrando que a quantidade dessas substâncias em uma única bala, não faz mal não. O corpo é uma máquina poderosa, capaz de se desfazer dessas toxinas rapidinho.

Uma coisa eles estão certos, o nosso corpo é incrível. Mas o que acontece quando essas crianças não ingerem apenas uma bala, mas várias. E não apenas a bala, mas o iogurte, o suco artificial, o achocolatado, o picolé, a gelatina entre outras centenas de produtos especialmente desenvolvidos para o paladar e para a visão infantil? Todos devidamente pintados e aromatizados artificialmente.

Eu resolvi pegar três produtos tradicionais e amplamente comercializados para dissecar alguns de seus ingredientes. Quero deixar claro que não é uma campanha contra esses produtos específicos, eles simplesmente eram os que estavam por perto quando resolvi fazer essa minha pequena análise. Basta começar a ler (se sua visão for biônica, as letras são tão pequenas que é necessário uma lupa) a lista de ingredientes do próximo chiclete que seu filho colocar mão, o repertório não muda muito. Ah, sabe as balas Toffee? Elas não têm corantes, mas são destinadas a público adulto, "trick" não!?

Chiclete Adams sabor Hortelã. Ingredientes: Açúcar, Goma Base, Xarope de Glicose e Amido de Milho. Aromatizantes: Aspartame e Acesulfame-K. Emulsificante: Lecitina de Soja. Corante Inorgânico: Dióxido de Titânio. Glaceante: Cera Vegetal. Corante Artificial: Azul Brilhante. Não Contém Glúten. Contém Felinalina.

 Bala 7 Belo. Ingredientes: Açúcar, Xarope de Glicose e Gordura Vegetal Hidrogenada. Acidulante: Ácido Lático. Emulsificantes: Lecitina de Soja e Monoestearato de Glicerila. Corantes: Vermelho 40 e Azul Brilhante.  Aromatizante. Não Contém Glúten. Contém soja e traços de leite e amendoim.

Pirulito Big Big. Ingredientes: Açúcar, Xarope de Glicose e Goma Base. Acidulante: Ácido Cítrico. Corantes: Vermelho 40, Amarelo Crepúsculo e Indigotina. Antioxidante: BHT. Aromatizante.


Glossário de (alguns) Ingredientes:

Acesulfame-K: Vendido comercialmente como Sweet One, é um substituto do açúcar aprovado para o consumo em 1988 pelo FDA, apesar das inúmeras controvérsias quanto a sua segurança para a saúde humana, sendo potencialmente cancerígeno. Muito usado em chicletes, café e chás instantâneos, sucos em pó e gelatinas, esse aditivo causou tumores na tireóide de ratos, coelhos e cachorros testados.

Amarelo Crepúsculo: Proibido em alguns países da Europa. Pesquisas demonstraram uma relação dessa substância com hiperatividade e outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis.

 Azul Brilhante: Causa irritação ao trato respiratório e das membranas mucosas. Doses altas produzem cólicas estomacais, estenose no esôfago, náusea e vômito.

BHT: Antioxidante. Há casos de dificuldade de metabolização do BHT, o que causaria hiperatividade infantil, crises de asma e outras reações alérgicas, sendo especialmente prejudiciais para os bebês. Há dúvidas a respeito de ser ou não cancerígeno. Foi banido seu uso alimentício no Japão em 1958, Romênia, Suécia e Austrália, e nos EUA é proibido para alimentos infantis, e o McDonald's deixou de usa-lo em 1986.

Fenilanina: Encontrada no aspartame, um adoçante, substituto do açúcar e muito utilizado em refrigerantes. Existe um grupo de pessoas que sofrem da uma doença hereditária chamada fenilcetonúria (PKU, detectada no teste do pezinho). A estas pessoas falta uma enzima que é necessária para digerir a fenilalanina. Esta, como não é absorvida, passa a acumular-se no organismo até ser convertida em compostos tóxicos. Os doentes com PKU que ingerem a fenilalanina sofrem de diferentes sintomas de toxicidade, incluindo atrasos mentais especialmente em crianças e distúrbios intelectuais nos adultos.


 Indigotina: Corante azul anil. Provoca hiperatividade infantil, crises de asma, reações alérgicas similares à aspirina e outras intolerâncias.

Vermelho 40: Mais um derivado do petróleo. Esse é um dos corantes mais combatidos, mas ainda amplamente utilizado pela indústria alimentícia no Brasil e nos EUA, pense em tudo que é vermelho ou rosa. Na Europa deixou de ser utilizada voluntariamente quando estudos passaram a indicar os riscos para a saúde entre eles: hiperatividade, agressividade e baixo desenvolvimento cognitivo em crianças.

 E agora, o que fazer? Bem, eu sei que vai ser quase impossível evitar, a não ser que você vire a chata radical. Mas consciente do problema, você vai poder dosar e aprender a deixar na prateleira dos supermercados alguns produtos que antes você achava que não saberia viver sem. Há, para as mães empreendedoras esse é um bom filão a ser explorado, balas e pirulito feitos como nos tempos das nossas avós, bala de caramelo, côco, mel... E se alguém entrar no ramo me avise, porque produtos honestos estão quase impossíveis de se encontrar. Nossos filhos agradecem.


Fontes complementares:
http://servbib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/viewFile/865/744
http://www.idec.org.br/materia.asp?id=104
http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/gelatinas-brasileiras-tem-corante-proibido-paises-europeus-424769.shtml
http://www.velhosamigos.com.br/Autores/Teixeira/teixeira12.html


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Goma Base: Ela é a matéria-prima de todos os chicletes. Ela é feita de: borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo), substâncias emulsificantes (óleos vegetais que dão liga à mistura) e antioxidantes (conservantes químicos que prolongam a duração do produto). A receita ainda leva carbonato de cálcio, uma espécie de cal tratada que serve para dar mais volume à mistura.

domingo, 16 de outubro de 2011

Os 15 alimentos que você deve consumir orgânico

1 – Pimentão. Vermelho, verde e amarelo, não importa a cor, 80% dessa fonte excelente de cálcio, potássio e vitamina C chegam às nossas mesas contaminados por agrotóxicos.

2 – Morango. Difícil de cultivar, principalmente aqui nos trópicos, então cerca de 50 tipos de pesticidas são aplicados para evitar o ataque de fungos. O problema é que o coquetel químico é facilmente absorvido. Segundo a ANVISA, 50% dos morangos prontos para o consumo no Brasil apresentam vestígio dos venenos. Se não for orgânico eu diria: bye bye merengue!

3 – Uva. Cerca de 30 pesticidas são detectados na fruta dos deuses. Sabe aquele camadinha branca que você não consegue tirar sem destruir o cacho? 54% apresentam contaminação. Pois bem, se eu fosse você evitaria. Item para uva passa, vinho e suco de uva. Felizmente, a versão orgânica dos dois últimos já são encontradas com alguma facilidade no mercado brasileiro.

4 – Alface. A verdura mais consumida pelos brasileiros tem mais de 50 tipos de pesticidas corriqueiramente borrifados em suas folhas verdinhas. Se lavar sai? Bem, o buraco é mais embaixo. Nesse caso o solo já está contaminado e conseqüentemente a água absorvida pela planta também. 38% chegam ao seu prato com resíduos de pesticidas. Se você não achar orgânico no mercado, procure a verdura em hortas de bairro, comum em cidades do interior, onde as práticas de cultivo são bem menos agressivas.

5 – Tomate. Esse fruto não está na lista do órgão Americano nos teste de 2011. No entanto, por vários anos esteve no topo da lista. O que aconteceu? Especialistas acreditam que de tanto ser atacado na mídia, os produtores resolveram maneirar no uso de produtos químicos e reconquistar o consumidor, também não é a toa que o tomate orgânico é um dos produtos mais consumidos nos EUA. Já aqui no Brasil a coisa está feia, 35% dos tomates consumidos são contaminados. Vários agrotóxicos são borrifados e até injetados nos tomates e o que é pior, alguns pesticidas banidos pelo ministério da agricultura pelo seu alto risco a saúde humana são utilizados nas plantações. Tem alguém pra fiscalizar!? Exija orgânico. 

6 – Maçã. Mais de 40 tipos diferentes de pesticidas são encontrados na fruta para evitar fungos e insetos. Parece mais a maçã da bruxa da branca de neve. Se você não encontrar maçãs orgânicas com facilidade, não vacile e sempre descasque a fruta antes de consumir.

7 – Batata. Hááááááá, já estou ouvindo os gritos de desespero. Detonar a comida favorita de 10 entre 10 brasileiros com 35 tipos de pesticidas é um crime. Fritar não vai mudar muita coisa, o coquetel também vai estar na estrutura do tubérculo. Encontrar batata orgânica por aqui não é tarefa fácil, portanto ao menos sempre descasque antes de cozinhar para reduzir o nível de contaminação.  

8 – Pêssego e Nectarina. Assim como o morango essas frutas estão carregadas com até 60 tipos diferentes de agrotóxicos. Há alguns anos atrás fui parar no hospital com uma alergia severa depois de consumir um pêssego. Desde então ignoro uma das minhas frutas favoritas, mas se for orgânica, nhac!

9 – Leite e derivados. Como assim? Ninguém dá pesticida para vaca beber, mas quase. As vaquinhas da indústria leiteira são constantemente tratadas com antibióticos. O uso do hormônio do crescimento sintético BGH é corriqueiro (com riscos comprovados a saúde humana). E cada vez mais a vida em pastos verdejantes está ficando para traz, elas ficam encarceradas e são alimentadas com milho e soja transgênicos carregados em pesticidas.  O leite resultante dessa alquimia do mal é o que você consome na caixinha acrescido de mais alguns conservantes para durar até um ano fora da geladeira. E eu te pergunto, será que isso é leite? Ah, o popular leite fresco “Xandô” também tem BGH. 
Solução? Difícil, já que os supermercados tradicionais não estão preparados para fornecer o leite orgânico, que estraga com facilidade e tem prazo de validade curto. Mas eu vou deixar aqui o telefone do Sitio Caipirinha em Botucatu, SP. Eles produzem leite orgânico e derivados que são extraordinários. Ligue e descubra se eles atendem a sua região. Tel: (14) 38817542

10 – Soja. Nos últimos anos a soja conquistou o posto de super alimento e conquistou a preferência de consumidores veganos e adeptos da alimentação saudável. O problema da soja reside no fato de que, hoje, 90% da soja cultivada no Brasil ser transgênica, o que significa que ela é resistente ao uso do Roundup (um agrotóxico poderoso é altamente perigoso para a saúde humana), que é amplamente utilizado nessa lavoura. E tem mais, a soja transgênica não apresenta diversidade biológica e conseqüentemente baixo valor nutricional. Como essa é uma “aberração” recente (últimos 10 anos nos EUA e 6 anos no Brasil), ainda não se sabe quais são as conseqüências para a saúde humana. Oooh! Você não sabe o que vai dar para as crianças para substituir o suco de soja? Opte por sucos de frutas naturais: maracujá, manga, abacaxi...

11 – Milho. A semente transgênica do milho também dominou. Então tudo o que foi dito acima, idem. Você já notou como os salgadinhos como Fandangos, Cheetos entre outros vêm escrito na embalagem: milho geneticamente modificado?

12- Arroz.  Por ser o alimento mais consumido na dieta dos brasileiros, a ingestão de resíduos de pesticidas veiculadas ao arroz são enormes. Já existem várias opções do produto orgânicos nos grandes supermercados como Blue Ville, Tio João, Volkmann, Fazenda entre outras.  Vale à pena conferir.

13 – Café. O nosso santo cafezinho de todo dia também é vitima do uso indiscriminado de pesticidas. Como a oferta de café orgânico já é uma realidade no mercado, opte pelo saudável. Algumas marcas: Cia Orgânica, Native e Morro Grande.

14 – Açúcar. Pelas razões as essas alturas óbvias, opte pelo orgânico e menos processado como o demerara e mascavo. Native é a marca mais encontrada nos supermercados, mas até o açúcar União está dando passos em direção a essa tendência. É o consumidor que manda.

15 – Feijão. Em setembro desse ano, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou o cultivo e a comercialização do feijão transgênico. Que medo, não?! O produto deve começar a entrar no mercado daqui há 2 ou 3 anos. Pelas razões que vocês já devem estar familiarizados se consegui ler esse post até aqui, já existe muita gente contra essa medida e muita água ainda vai rolar, assim espero. Vamos juntos dizer não ao feijão transgênico e a melhor maneira é aumentar o consumo de feijão orgânico, afinal queremos exatamente o oposto.

Obs.: Essa lista foi baseada, em parte, na realidade do mercado americano, onde anualmente vários alimentos são testados pela Environmental Working Group. E parte, pelos testes  realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Fiz um bem bolado e adaptei a lista para a realidade brasileira, considerando o grau de toxidade que chega a mesa do consumidor, os produtos mais consumidos e a disponibilidade da alternativa orgânica no mercado.
Outro fator a considerar é que no Brasil, a variedade de pesticidas não é tão extensa como no mercado dos EUA. No entanto, o uso de pesticidas só está crescendo. O cerco aperta no hemisfério norte contra esses químicos e eles vêm despejar a porcaria por aqui. Pequenos agricultores que faziam uso de agrotóxicos por causa do custo, com o aumento da oferta, agora fazem por pura ignorância. Além do que, com a baixa fiscalização, agricultores fazem uso de agrotóxicos banidos e muitas vezes não esperam o tempo de carência do produto antes de enviar as frutas e verduras para o consumidor, aumentando o grau de toxidade.

Para ajudar na hora de consumir produtos orgânicos:
http://www.nativealimentos.com.br – info produtos Native
http://www.maeterra.com.br – info produtos Mãe Terra
http://www.ecobiosaude.com.br – loja online
http://www.bioeorganicos.com.br – loja online
http://www.prefiraorganicos.com.br – site do ministério da agricultura
http://www.mst.org.br/producao-de-arroz-organico-coopat - legal de saber

Fontes:
http://www.thedailygreen.com/healthy-eating/eat-safe/Dirty-Dozen-Foods?click=smart&kw=ist&src=smart&mag=TDG&link=#fbIndex1 
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/09/15/brasil-aprova-uso-de-feijao-transgenico-925362452.asp#ixzz1arOJThgQ http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1058/os_10_alimentos_mais_contaminados_por_agrotoxicos/
http://www.terra.com.br/reporterterra/transgenicos/soja_brasil.htm

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bebês estão nascendo pré-poluídos

Cerca de 300 substâncias tóxicas foram encontradas no cordão umbilical de bebês recém nascidos, segundo estudo divulgado no relatório de 200 páginas do “President´s Cancer Panel”, órgão do governo americano responsável por avaliar os programas de combate ao câncer no país.
A informação acima foi tirada de um artigo publicado no New York Times, no dia 6 de Maio de 2010, que guardei comigo, não por ser uma louca pessimista, mas por imaginar que um dia eu iria querer dividir essa info com alguém. Esse dia chegou. Intitulado: “New Alarm Bells About Chemicals and Cancer”, o artigo alerta para alguns dados do relatório que eu considero chocantes:
- Mais de 80 mil sustâncias químicas são utilizadas no mercado de consumo americano hoje (no Brasil item).
- Apenas algumas centenas foram testadas para avaliar sua segurança na saúde humana. E as leis que regulam o setor são ultrapassadas, fracas e poucas vezes fiscalizadas.
- Muitas dessas substâncias são comprovadamente cancerígenas. Algumas são desreguladoras do sistema endócrino e reprodutor, o que seria a causa de outras doenças como diabetes, obesidade e infertilidade. Outras atacam o sistema nervoso central, o que explica o número crescente de crianças com síndrome do déficit de atenção, problemas de aprendizado, demência e autismo. E adultos com doenças degenerativas como alzheimer e mal de parkinson.

- Mais de 41% da população americana em algum ponto de suas vidas vai ser diagnostica com câncer.
- Mulheres grávidas devem tomar cuidados em dobro, já que as chances de prejudicar o feto são ainda maiores.
Mas eu não parei por ai. Achei na biblioteca (americana) um livro escrito por um dos pediatras que trabalhou no estudo do sangue do cordão umbilical, organizado pela Environmental Working Group (EWG).  Nesse livro, “Raising Baby Green”, Alan Greene dá detalhes dessa pesquisa:
- Foram testados o sangue do cordão umbilical de precisamente 10 bebês nascidos em setembro de 2004 em hospitais americanos.
- Foram encontrados precisamente 287 substancias químicas industriais circulando pelo corpo dos recém nascidos. Cada bebê tinha em média 200 substâncias, como mercúrio, teflon, pesticidas, preservativos, hormônios sintéticos, parabens, sulfatos, bisphenol-A (BPA) entre outros.
- Dessas 287 substâncias: 180 causam câncer em animais e humanos. 217 são tóxicas para o sistema nervoso e cérebro. 208 causam defeitos congênitos e problemas de crescimento em testes realizados com animais.
Agora você quer saber como esse coquetel foi parar nesses bebês, certo?!

Nós somos o meio ambiente, não existe separação. Se uma substância tóxica está lá fora, ela provavelmente estará dentro, no santuário que é o nosso corpo”, Dr.Greene.

O cordão umbilical é o elo entre a mãe e o bebê no útero. Através dela a mãe alimenta, doa seus hormônios e retira as impurezas, o que garante o desenvolvimento saudável do bebê. A partir do quarto mês de gestação, 75 litros de sangue percorrem esse canal entre mãe e bebê diariamente. No final da gravidez são 300 litros.
Agora se a mãe vive em um ambiente onde o ar e a água são poluídos. Consome comidas contaminadas com agrotóxicos, corantes e conservantes, o que é de praxe. Consome drogas legais ou ilegais. Com certeza o bebê estará sendo afetado, já que absolutamente tudo passa pela placenta, o órgão que conecta o cordão a mãe. Portanto, cuidado! Os problemas decorrentes do uso excessivo dessas substâncias químicas podem não ser visíveis a primeiro momento, mas podem acarretar diversos problemas no decorrer da vida.

Quem são os responsáveis por tantas químicas?  
- A indústria de agrotóxicos, pesticidas, fertilizantes e hormônios sintéticos, que domina o mercado agropecuário.
- A Indústria de alimentos processados.
- A indústria farmacêutica.
- A indústria de produtos de beleza, higiene e limpeza.
- A indústria do plástico.
- Logicamente a indústria química pesada.
Enfim, todos os setores industriais do mundo moderno.    

 Onde essas substâncias químicas se encontram?
- Em todos os alimentos processados e não orgânicos que a sua família come.
- No sabonete, shampo, pasta de dente, desinfetante bucal, desodorante e creme de rosto que você usa.
- No desengordurante de cozinha, na cera de chão, no detergente e sabão em pó que você limpa a sua casa e lava as suas roupas.
- Nas vacinas.
- Em cada gota de remédio prescrita pelo médico.
- No leite que você toma cheio de hormônio do crescimento, antibióticos e conservantes.
- No repelente e no mata baratas que você não vivia sem.
- Nos brinquedos que o seu bebê adora morder, na mamadeira e na chupeta.
- Nas tintas e solventes usados na renovação do quartinho do bebê
Basicamente em tudo o que o homem resolveu colocar o dedo.  Tudo que está nas prateleiras dos supermercados e na farmácia da esquina.  É só dar uma lida nos ingredientes e você vai entender bem do que estou falando.
O que fazer?
- Optar por alimentos orgânicos e in natura.
- Evitar o contato com tintas e solventes, principalmente quando grávida.
- Amamentar por mais tempo.
- Utilizar mamadeiras, chupetas e outros produtos plásticos que não contenham bisphenol-A (BPA free).
- Nunca esquentar o leite na mamadeira no microondas. Aliás, nunca esquentar qualquer comida em recipiente plástico.
- Cortar o consumo de balas, pirulitos e chicletes que são compostos somente de açúcar, corantes e aromatizantes artificiais.
- Não utilizar medicamentos de forma indiscriminada. Como tossio, toma xarope.
- Usar produtos de limpeza e higiene pessoal feito com ingredientes naturais e menos agressivos. Diminuir o uso desses produtos ao mínimo necessário.
- Não utilizar repelentes e sprays de matar insetos. Opte por maneiras naturais como citronela, cravo e óleos naturais.
- Prestar atenção no tipo de panela que você usa para cozinhar os alimentos.
- Reduzir o consumo de produtos derivados do plástico ao máximo.
- Cuidar da água que bebemos e do ar que respiramos como prioridade essencial para a continuidade da vida nesse planeta.
A lista é infinita. Temos que repensar nossos valores e fazer alguns ajustes em nossos estilos de vida. Mas muita coisa pode mudar para melhor, se assim desejarmos.  
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Diga NÃO às embalagens de ISOPOR

Há algum tempo venho notando o aumento descomunal no uso do das bandejinhas, caixas e copinhos de isopor. Quer uma bomba de chocolate, coloca-se na bandejinha. Quer um pão de coco, bandejinha. Quero levar comida para casa, caixa de isopor. Quero 100 gramas de presunto, manda a bandejinha. Já vi até mesmo uma única pêra empacotada na bandeja. Você leva as crianças para tomar sorvete e para evitar a mão melada, que venha os copinhos de isopor e a inevitável colherinha plástica.  Gente, esse comportamento é altamente irresponsável. É o fim do mundo!
É fácil dizer não. O pão de coco não vai grudar só no saco de papel, o pudim e a bomba também não, é só ter cuidado, e se grudar, desgruda poxa. A pêra também não é mais limpinha porque vem embalada. E criança tem que tomar sorvete na casquinha e se lambuzar, com impacto ambiental zero.  Nós temos que agir e reagir, dizer aos estabelecimentos que nós não queremos o maldito isopor. Nós crescemos sem ele, até pouco tempo atrás ele não fazia parte das nossas vidas e tudo funcionava perfeitamente. Somos vitimas de uma indústria gananciosa e achamos que está tudo bem, que o comodismo convém.  
E se faz mal, porque os governos não fazem nada e o dono da padaria usa? Eu te pergunto, quanto tempo demorou para os governos alertarem a população quanto aos riscos do cigarro? É basicamente a mesma coisa. Muita gente vai ter que ficar doente, muitos ecossistemas vão ter que ser destruídos, até que resolvam cutucar os figurões da indústria do plástico. Enquanto isso, a gente tem que fazer a nossa parte. Quanto ao tio da padaria? Bem, posso dizer que a ignorância impera e as bandejinhas de isopor chegam a custar 50% a menos que o mesmo produto feito de papel reciclado, por exemplo. Mas se o consumidor recusar, dividir a informação, o jogo muda, pode ter certeza.   
Razões para evitar as embalagens de isopor a todo custo:
- O isopor solta substâncias químicas nos alimentos que contém. Essas substâncias são altamente prejudiciais a saúde humana e a de todos os animais entraram em contato com o material.  Elas atuam principalmente nos sistemas reprodutor e endócrino. Os EUA é o perfeito exemplo dos malefícios dessa indústria: a infertilidade, a obesidade e outro problemas como o câncer imperam na sociedade Americana, que é o símbolo da cultura do descartável desde a década de 80. Felizmente, estudos estão sendo divulgados e a conscientização das pessoas está mudando muita coisa.   
- O isopor é um dos derivados do petróleo (portanto vem de uma matéria-prima não renovável), é um tipo de plástico não reciclável e altamente poluente, já que se quebra em minúsculas partículas que se espalham pelos ecossistemas como os rios, mares e lençóis freáticos sem prazo de validade para se degradar.  
- Por suas características: leve, maleável e barato, o isopor tem um grande apelo para os comerciantes. Mas para o consumidor, ele é inútil, só serve para transportar o produto até em casa e logo em seguida ser descartado, sendo dificilmente reutilizado, o que de qualquer maneira não deve ser feito devido à química liberada. Basicamente, só serve para entupir o lixo.
- Embalagens representam de 10% a 15% (em alguns casos chegando a 50%) do custo final de um produto. E representa 50% do lixo pós-consumo gerado. Portanto, se os estabelecimentos deixarem de oferecer essa embalagem inútil, o preço do produto pode e deve cair.


Alternativas às embalagens de isopor:
- Não embalar. Frutas e verduras não precisam e nem devem vir embaladas em bandejas de isopor. Uma vez um amigo que comercializa cogumelos na bandejinha me disse que ele não mudava por causa da estética, era uma questão de marketing. Pois bem, se nós deixarmos esses produtos apodrecerem nas gôndolas, o marketing vai mudar rapidinho. Sempre opte pelo produto vendido solto ou a granel.
- Prefira o papel, reciclado de preferência. Eu sei, você não quer mais uma árvore sendo cortado para atender a demanda do papel, eu também não. Mas entre um e o outro, o papel é ainda a opção mais ecológica. Primeiro, porque é reciclável e já existe uma indústria forte atuando no setor. Segundo, porque é biodegradável. E terceiro, porque vem de uma matéria-prima renovável (plantações de eucalipto para a fabricação de papel já é uma realidade). Entre os males, o menos pior.
- Deixe os seus filhos se lambuzarem com o sorvete na casquinha e tire muitas fotos.  E se quiser levar sorvete para casa, já vá preparada com um pote de sorvete ou tapeware.
- No supermercado, evite comprar as carnes pré-embaladas nas bandejas, vão até o açougue e peça o corte que quiser somente no saco plástico. O saquinho também é uma desgraça, mas pode ser lavado e reutilizado no lixinho ou até mesmo reciclado quando descartado da maneira correta. Eu me lembro de ir ao açougue com minha avó e todas as carnes seram enroladas no papel. Hoje em dia, se compra a carne moída na bandeja e a mocinha do caixa tem a audácia de embrulhar em outro saco e depois colocar em outro para ser transportado até o carro e do carro para a sua geladeira. E se você recusa, ela pergunta, mas não vai dar cheiro? Tenha dó, né.
- E por favor, não tenha vergonha de dizer não e recusar qualquer tipo de embalagem desnecessária. Já notei que isso é praxe, até mesmo entre as pessoas esclarecidas.  Sei lá o que pensam: que vão ofender a vendedora, que vão chamar a atenção de outros fregueses. Se isso for verdade, então aproveita e explica o porquê da recusa. Isso sim é ser chic.
E se você quiser se aprofundar no assunto e descobrir mais sobre os malefícios dos plásticos click no link ao lado. O TAO DO CONSUMO é uma iniciativa maravilhosa de pessoas que realmente se preocupam com a sua saúde e a saúde do planeta. http://www.otaodocomsumo.com.br/
Obs.: Os dizeres da arte da foto são:
ISOPOR = PLÁSTICO = TÔXICO = POLUIÇÃO = CONTAMINAÇÃO = DESTRUIÇÃO = GUERRA = IGNORÂNCIA = ALIENAÇÃO = ACOMODAÇÃO = CONVENIÊNCIA = PETRÓLEO = ISOPOR ... dá para fazer pensar.


fontes:
http://www.earthresource.org/campaigns/capp/capp-styrofoam.html
http://aprendiz.uol.com.br/content/lephidudis.mmp
Livro: "Planet Hero! 365 Ways to Save the Earth", por Lauren Wechsler Horn, 2009.


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