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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não FVM: Pregadores e cabides decorados com esmalte de unha

Eu vi o Faça Você Mesma de pintar pregadores com esmalte no blog “A Beautifull Mess”. Fiquei empolgada e resolvi fazer o mesmo, mas com os cabides de madeira, que eu adoro. Eles são mais eficientes do que qualquer cabide de plástico, são clássicos e perfeitos para criar. Também pensei que seria uma ótima maneira de dar um fim em alguns esmaltes que rodeiam a minha vida há um bom tempo – eu sou daquelas que faz as unhas no máximo umas 5 vezes ao ano e acho super legal, parece que fiz uma tattoo.

Antes de começar o projeto, já havia escrito o texto do FVM na minha cabeça: Partiria da premissa de que todas as mulheres têm vários esmaltes na frasqueira. Não importa o peso, a idade ou classe social, esse é um fato que unifica todas as brasileiras. Também já sabia que seria um NO NO para as mulheres grávidas, cheiro super forte, tóxico. Mas poderia ser uma ótima idéia de presente de chá de bebê, adoro presentinhos com personalidade, feitos a mão e que contam uma história. Pois bem, dei início ao meu projeto FVM #2.

Peguei meus apetrechos e sentei na mesa da cozinha com o janelão e porta bem abertos. Já na pintura do segundo cabide, meu marido que estava por ali preparando “apple sauce” (purê de maçã), começou a reclamar do cheiro. Falei que ia passar rápido, fui persistente e terminei o terceiro cabide. Como eu mesma já estava ficando tonta, desisti dos cabides e resolvi pintar alguns pregadores mesmo, mais rápido, só para mostrar outras possibilidades (olha a eficiência). Logo que terminei sai correndo para o quintal para tomar ar fresco. Tive dor de estômago e dor de cabeça e 10 horas depois do feito ainda sinto os sintomas da intoxicação.

Nesse meio tempo também discuti com meu marido, que acha uma hipocrisia colocar no blog um FVM tão tóxico e em desacordo com a mensagem que eu quero passar. Não há como negar que vivo em contradição, aliás muitas delas, mas posso me dar o crédito de na maioria das vezes ter total consciência disso. No entanto, o que era para ser um singelo FVM virou a maior pesquisa “google” sobre o esmalte e seus componentes.

Os perigos do esmalte:
DBP (dibutyl phtalate).  Funciona como plastificador. Desregulador do sistema endócrino. Associado a casos de obesidade e diabetes. Banido na Europa desde 1976. Nos EUA, todos os grandes fabricantes de esmalte não usam essa substância desde 2006.

Tolueno.  É um solvente poderoso. Afeta o sistema nervoso. É facilmente absorvido pelos pulmões (40 a 60% do inalado). Níveis baixos ou moderados podem produzir cansaço, confusão mental, debilidade, perda da memória, náusea, perda do apetite e perda da visão e audição. Estes sintomas geralmente desaparecem quando a exposição termina.

Fufural. Tóxico por inalação e ingestão. Irritante das vias respiratórias. Tem efeitos cancerígenos.

Formaldeído. Grande culpado pela alergia aos esmaltes. Seu resultado comum é a dermatite (inflamação da pele). Por evaporar muito fácil, apresenta um risco maior para nossa saúde. Seu uso regular pode causar câncer. Irrita as mucosas, principalmente olhos e garganta. Faz muito mal para quem tem problemas respiratórios, como asma, rinite e sinusite.

E segundo a Proteste Associação dos Consumidores, que testou as principais marcas de esmaltes no mercado brasileiro, em abril de 2011, constatou que a grande maioria possui essas substâncias em concentrações muito altas. Apenas os esmaltes da Colorama e da linha hipoalérgica da Risque estavam de acordo com as normas européias. Mas isso não quer dizer que também não devam ser usadas com cautela.

A conclusão que tirei depois de ter servido de cobaia do meu próprio experimento é de que muitas vezes procuramos a causa de dores e sintomas que nos afligem em lugares obscuros, quando na verdade o perigo mora no vidrinho de esmalte, na cera de chão, no aromatizante de ambiente, nas pastilhas de espantar mosquito...

Ah! A minha filha adora pintar as unhas, aposto que a sua também. Cuidado! E quanto a idéia, opte por tintas menos tóxicas... urucum seria chiquérrimo!


Fontes:

Se você gostou desse post, você também vai gostar de: http://mhcmc.blogspot.com/2011/10/bebes-estao-nascendo-pre-poluidos.html

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bebês estão nascendo pré-poluídos

Cerca de 300 substâncias tóxicas foram encontradas no cordão umbilical de bebês recém nascidos, segundo estudo divulgado no relatório de 200 páginas do “President´s Cancer Panel”, órgão do governo americano responsável por avaliar os programas de combate ao câncer no país.
A informação acima foi tirada de um artigo publicado no New York Times, no dia 6 de Maio de 2010, que guardei comigo, não por ser uma louca pessimista, mas por imaginar que um dia eu iria querer dividir essa info com alguém. Esse dia chegou. Intitulado: “New Alarm Bells About Chemicals and Cancer”, o artigo alerta para alguns dados do relatório que eu considero chocantes:
- Mais de 80 mil sustâncias químicas são utilizadas no mercado de consumo americano hoje (no Brasil item).
- Apenas algumas centenas foram testadas para avaliar sua segurança na saúde humana. E as leis que regulam o setor são ultrapassadas, fracas e poucas vezes fiscalizadas.
- Muitas dessas substâncias são comprovadamente cancerígenas. Algumas são desreguladoras do sistema endócrino e reprodutor, o que seria a causa de outras doenças como diabetes, obesidade e infertilidade. Outras atacam o sistema nervoso central, o que explica o número crescente de crianças com síndrome do déficit de atenção, problemas de aprendizado, demência e autismo. E adultos com doenças degenerativas como alzheimer e mal de parkinson.

- Mais de 41% da população americana em algum ponto de suas vidas vai ser diagnostica com câncer.
- Mulheres grávidas devem tomar cuidados em dobro, já que as chances de prejudicar o feto são ainda maiores.
Mas eu não parei por ai. Achei na biblioteca (americana) um livro escrito por um dos pediatras que trabalhou no estudo do sangue do cordão umbilical, organizado pela Environmental Working Group (EWG).  Nesse livro, “Raising Baby Green”, Alan Greene dá detalhes dessa pesquisa:
- Foram testados o sangue do cordão umbilical de precisamente 10 bebês nascidos em setembro de 2004 em hospitais americanos.
- Foram encontrados precisamente 287 substancias químicas industriais circulando pelo corpo dos recém nascidos. Cada bebê tinha em média 200 substâncias, como mercúrio, teflon, pesticidas, preservativos, hormônios sintéticos, parabens, sulfatos, bisphenol-A (BPA) entre outros.
- Dessas 287 substâncias: 180 causam câncer em animais e humanos. 217 são tóxicas para o sistema nervoso e cérebro. 208 causam defeitos congênitos e problemas de crescimento em testes realizados com animais.
Agora você quer saber como esse coquetel foi parar nesses bebês, certo?!

Nós somos o meio ambiente, não existe separação. Se uma substância tóxica está lá fora, ela provavelmente estará dentro, no santuário que é o nosso corpo”, Dr.Greene.

O cordão umbilical é o elo entre a mãe e o bebê no útero. Através dela a mãe alimenta, doa seus hormônios e retira as impurezas, o que garante o desenvolvimento saudável do bebê. A partir do quarto mês de gestação, 75 litros de sangue percorrem esse canal entre mãe e bebê diariamente. No final da gravidez são 300 litros.
Agora se a mãe vive em um ambiente onde o ar e a água são poluídos. Consome comidas contaminadas com agrotóxicos, corantes e conservantes, o que é de praxe. Consome drogas legais ou ilegais. Com certeza o bebê estará sendo afetado, já que absolutamente tudo passa pela placenta, o órgão que conecta o cordão a mãe. Portanto, cuidado! Os problemas decorrentes do uso excessivo dessas substâncias químicas podem não ser visíveis a primeiro momento, mas podem acarretar diversos problemas no decorrer da vida.

Quem são os responsáveis por tantas químicas?  
- A indústria de agrotóxicos, pesticidas, fertilizantes e hormônios sintéticos, que domina o mercado agropecuário.
- A Indústria de alimentos processados.
- A indústria farmacêutica.
- A indústria de produtos de beleza, higiene e limpeza.
- A indústria do plástico.
- Logicamente a indústria química pesada.
Enfim, todos os setores industriais do mundo moderno.    

 Onde essas substâncias químicas se encontram?
- Em todos os alimentos processados e não orgânicos que a sua família come.
- No sabonete, shampo, pasta de dente, desinfetante bucal, desodorante e creme de rosto que você usa.
- No desengordurante de cozinha, na cera de chão, no detergente e sabão em pó que você limpa a sua casa e lava as suas roupas.
- Nas vacinas.
- Em cada gota de remédio prescrita pelo médico.
- No leite que você toma cheio de hormônio do crescimento, antibióticos e conservantes.
- No repelente e no mata baratas que você não vivia sem.
- Nos brinquedos que o seu bebê adora morder, na mamadeira e na chupeta.
- Nas tintas e solventes usados na renovação do quartinho do bebê
Basicamente em tudo o que o homem resolveu colocar o dedo.  Tudo que está nas prateleiras dos supermercados e na farmácia da esquina.  É só dar uma lida nos ingredientes e você vai entender bem do que estou falando.
O que fazer?
- Optar por alimentos orgânicos e in natura.
- Evitar o contato com tintas e solventes, principalmente quando grávida.
- Amamentar por mais tempo.
- Utilizar mamadeiras, chupetas e outros produtos plásticos que não contenham bisphenol-A (BPA free).
- Nunca esquentar o leite na mamadeira no microondas. Aliás, nunca esquentar qualquer comida em recipiente plástico.
- Cortar o consumo de balas, pirulitos e chicletes que são compostos somente de açúcar, corantes e aromatizantes artificiais.
- Não utilizar medicamentos de forma indiscriminada. Como tossio, toma xarope.
- Usar produtos de limpeza e higiene pessoal feito com ingredientes naturais e menos agressivos. Diminuir o uso desses produtos ao mínimo necessário.
- Não utilizar repelentes e sprays de matar insetos. Opte por maneiras naturais como citronela, cravo e óleos naturais.
- Prestar atenção no tipo de panela que você usa para cozinhar os alimentos.
- Reduzir o consumo de produtos derivados do plástico ao máximo.
- Cuidar da água que bebemos e do ar que respiramos como prioridade essencial para a continuidade da vida nesse planeta.
A lista é infinita. Temos que repensar nossos valores e fazer alguns ajustes em nossos estilos de vida. Mas muita coisa pode mudar para melhor, se assim desejarmos.  
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